Pular para o conteúdo principal

Segunda Graduação aos 30 anos...



Existe uma enoooooorme diferença da primeira e segunda graduação, entre fazer uma com idade tão temprana e outra já tendo 30 anos (sim, não é necessariamente tão velha). Existe um abismo de  diferenças porque é como se fossem duas pessoas totalmente diferentes fazendo a mesma coisa, só que em épocas distantes.

Como todos sabem, sou psicóloga. Terminei minha graduação aos 22 anos, uma jovem borboleta. Cheia de sonhos? Não, porque sabia e estava ciente que psicologia não dá dinheiro algum, você fica descaralhada da cabeça, pero de certa forma, em alguns aspectos é gratificante. Eu era uma Sara bastante difícil de lidar, era difícil de lidar com o mundo e comigo mesma até acontecer o evento autismo que capotou e finalmentchy organizou a minha vida inteira e tudo foi se encaminhando. Cheguei aos 29 uma outra mulher (joga o cabelo pra trás da orelha e cruza as mãozinhas), com outra cabeça e outras prioridades, o sea, TRANSHFORMADAH.

Só que eu entrei num curso, na segunda graduação, que tem muita gente novinha, tipo a Sara de 17 anos quando entrou em psicologia. Eu simplesmente não tenho paciência para lidar com isso. Não só para lidar com a adolescência privilegiada em si, mas com o descaso com o curso. 4º semestre e a maioria não sabe fazer um trabalho acadêmico. É triste. 

Minha amiga, de 24 anos, um dia falou que ficava impressionada real como eu não me importava com o que falam de mim (que sou chata (etc.) porque não ajudo ninguém, mas isso não é minha obrigação. Cada um é responsável por sua formação. Vou beeem levar gente que prefere ficar em festa do que estudar pras provas mesmo... sou louca, mas não abestada). Mana, são 30 anos no lombo, não posso ficar me trocando menino velho, fora que sou psicóloga, o conteúdo do outro é do outro, não me importo com a opinião alheia. Com isso eu nem perco meu pouco tempo que me resta pra chorar com futilidade e inutilidade.

Já não tenho paciência de levar gente nas minhas costas e o ditado popular é: Quem tem pena do coitado, vai pro lugar dele. Realmentchy o negocio funciona dessa maneira. Cada um com seu cada qual. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aqui faz eco de tão vazio

     beleesss... okay, ando sumida. Geralmente venho aqui por dois motivos:  Estou fodidíssima da silva sauro; Estou me aventurando em algo que é totalmente "WHAT?!"     BOM... estou aqui pelo motivo dois que possivelmente me leve ao motivo 01, mas de uma maneira nem tão fodida assim.      Sim, estou mudando novamente, mais uma vez, de novo, o meu caminho. Essas horas que a gente pode culpar o signo, né? Pois é. Geminiana, prazer. Tô me lançando em algo que daqui uns dois dias provavelmente estarei com as duas mãos na cabeça gritando: "Vinhado, o que eu fiz com a minha vida?" Então logo em seguida lembrarei de Sartre e o existencialismo e repetirei: "o homem é arquiteto do próprio caminho", "o homem está condenado à liberdade" e "arque com as consequências de suas escolhas". Neste exato momento eu fico imensamente grata de ter feito psicologia e me consolo com as linhas existencial-fenomenológica e cognitivo-comp...

Dia dos professores

  Boa parte da gaylere deve saber que leciono espanhol em um pré-vestibular e portanto, isso me faz uma professora. Querendo ou não. Mas entrar nesse caminho me fez tomar certos rumos quanto minha futura profissão: NUNCA DAREI AULAS . Professores já têm seu lugar reservado no paraíso porque essa vida não é FACIO , Marco Luque. Eu que só dou aulas no sábado já tenho certa facilidade de adquirir a Síndrome de Burnout. O que seria isso, Brito Jr? Simpres: é algo que queima de fora para dentro, estressante, que quando agravada, o sujeito tornar-se depressivo (causas exógenas), anti-social, etc. A incidência de casos é maior nos docentes e em pessoas que lidam com público… Então né negada… VOL MORRER . Professores, olha, vocês merecem o mês inteiro de comemorações. Quando eu digo que não é fácil é porque não é mesmo. Além de darmos aula, temos que: 1. Controlar seres sobrenaturais, mais conhecido popularmente na fauna brasileira como: CAPETCHENAS. 2. Aguentar sua própria a...

Querido diário... não... Diário... não... OLAR

Faz tempo que não escrevo aqui, né? E toda vez prometo voltar e em seguida sumo e só apareço, sei lá... 3 anos depois. Mas é aquela, junta falta de tempo e a preguiça mental e acabo desistindo de escrever. Mas bora lá, estou um pouco enferrujada, mas seguirei escrevendo com toda a cara-de-pau que me é característico enquanto isso o pau tá torando na CPI . Passei mais de um ano no Brasil desde que começou a pandemia. Bom, chegou a hora voltar. Eu me tremo inteira porque é mais uma mudança, a faculdade a qual estudo, fode a saúde mental e qualquer tempo livre que eu tenha, voltarei a Cochabamba em meio a terceira onda. Preciso me tranquilizar porque já fui vacinada com a primeira dose PFIZER MAMI  e que já sou uma pessoa adulta de 30 anos e tenho que dar conta da minha vida, mesmo que não sobretempo na minha carga horária pra fazer almoço ou fazer aquele cocozito esperto. Fumando todos os meus cigarros mentais. Vou me tranquilizar.