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Empowerment

   A vida castiga, mas eu passei a admirar cada sopro de vida. Cada ar que enche meus pulmões. Como um zumbi pelas ruas, morto, mas vivo. Não sei quantas pessoas tive que matar e quantas vezes tive que morrer para me sentir assim. Madura.    Não sou mais tão encantadora e nem me apresento como uma pessoa interessante. Além de velhice, é um bloqueio.São tantos passos, tantos calos e tantas marcas. Escaras na pele, escaras na alma.    E eu cheguei longe, mas tão rápido que é difícil acreditar. S into falta das amigas que me distanciei, não por intrigas, nem por desgostos, apenas por conta do tempo mesmo. Continuo amando-as e cada vez que me lembro dos risos e diversão, encontro-me novamente. E as que eu convivo diariamente seja pelo whatsapp ou por telefone, só agradeço.   Fui parida novamente. Ausentei-me por um longo período. Vejam só, agora sou a cria da paciência e saudade. Um bicho mais sociável.   I'm back, bitches

Desventuras em Série- A Perereca

Olha, eu sei que isso é um sapo e não uma perereca.        No primeiro dia em que cheguei na cidade, tive vontade de morrer por conta do meu apartamento. Dei aquela faxina maravilhosa e entre mortos e feridos umas 37 baratas que saíram em desespero quando joguei veneno no armário da pia, não resistiram e falaceram. Cogitei mil vezes pagar uma diária em um hotel daqui porque não suportava a idéia de dividir meus primeiros dias de independência com baratas.          But, big girls don’t cry, respirei e fiz a fergie. Encarei a noite no meu abafado, modesto e pobre cafofo. No segundo dia, o número de morte reduziu para 15 baratas e no terceiro, apenas cinco. Depois nunca mais tive problemas sérios com ela. Ou seja, acostumei-me com as antigas moradoras, OK. BRINKS... não dá pra fazer remake de Joe e as Baratas na vida real.          Pois bem, depois de semi me livrar das cascudinh...

Desventuras em Série – 1º dia longe de casa sendo adulta

Okay.. me formei. Amarguei meses por não ter um emprego em que eu não me comprometia de verdade. E então apareceu um justamente na área em que gosto de atuar, semelhante à área em que atuei no meu estágio no período de 2 anos. Só que, esse emprego, é em um município que fica umas três horas de distância da cidade a qual eu estava residindo. Mas né, fulaninha agora se formou, cresceu e é mulher, tenho que encarar os desafios da vida com muita fé, se isso significar ter um salário um pouco mais digno pra uma profissional recém- formada. Sandy delineou meu caráter e topei a empreitada. Mas para residir aqui em Surucucity, tive que comprar o básico para sobreviver: cama, frigobar e fogão. Evidente, comprei em Rio Branco porque aqui não tem loja que venda isso. Tinha que trazer essas coisas, mas como? Fui atrás de uma transportadora e me cobraram mil dilmas. Já quase chorando, aceitando que teria que dormir numa rede, o pai da minha amiga conseguiu que um toyoteiro fizesse...

Mudança parte 1

   Ainda não saiu minha convocação, mas tenho que ir adiantando algumas coisas para quando esse momento chegar, ter uma grande parte do planejamento resolvido. Vou morar sozinha e isso é fabuloso. Hoje é que fui me tocar realmente e me peguei assim:     Então aproveitei o pique para começar fazer o orçamento do básico para sobreviver. Lá vai eu super serelepe abrir o excel, organizar a tabela bonitinha, listar o que preciso comprar para mobiliar a minha futura caverna do dragão. Finalmente começo a pesquisar e ... ...PETRIFICADÍSSIMA. Puta merda, como sai caro colocar uns três móveis num cubículo.    Pai amado, que carestia! Eu sei que serei uma moça rica. No entanto nada me impede de ser pão dura. Nem continuei. Porque se tudo fosse fácil, eu não teria esse blog só pra reclamar do universo. Meu apartamento não vai ter nem sofá! Nada justifica o preço de um forninho ser 700 dilmetas. Sei lá, Brasil, vou viver de farinha e leite condensado p...

O começo do começo

    Daí que eu passei no processo seletivo. Fiquei meio feliz e meio triste. Minha amiga não passou. Não por falta de competência, pois ela era uma das melhores da turma, mas por injustiça. Primeiramente me senti culpada, depois me restou um pingo de esperança que esse quadro se reverta.    Ok... tentando ter calma e sensatez para o terceiro momento que é morar na cidade. Ela fica umas quatro horas de distância do local atual em que moro. Belezinha. É um lugar pequeno, com gente simpática e talz. Não vejo problema com isso porque nunca fui muito de sair de casa. Basta eu ter um notebook e acesso à internet que fica tudo bem.    Mamãe, aquela gata maravilhosa que me colocou no mundo, falou para a minha família paterna que eu tinha passado em um processo seletivo e que, por conta da distância de Rio Branco, eu teria que ir morar sozinha na cidadezinha do interior a qual batizarei de Surucucity. Minha tia ficou desesperada. Segundo os relatos da mi...

Madre Teresa de Calcutá

  Sempre me via como uma pessoa muito fria, minha mãe também, mas ultimamente descobri que nem tanto. É meio que horripilante perceber que sou uma pessoa "fofa".   Eu sou do tipo de gente que quando não gosta de um ser humano em específico, torço para que ele se foda, sabe? Mas tipo muito mesmo só pra nêgo refletir o quão escroto é e que castigo assim não vem do nada. Faço cara de nojo e a vida segue bem madura dessa forma.    Nesses tempos eu tenho ficado feliz pra caramba pelas minhas amigas mesmo quando eu estava em períodos bem críticos. Tipo quando uma danada foi pra Curitiba e tentar uma vida melhor (a qual ela merece muito). A outra que se cadastrou no programa Minha Casa, Minha Vida (brinks) e agora tá em busca de construir uma mansão. E agora uma outra que estudou comigo na graduação que passou na primeira etapa de um processo seletivo. Fico feliz por ela. Na verdade, foi um combo porque nós duas estamos na mesma situação, mas que se apenas ela con...

Sinais de Velhice

Percebo que estou ficando velhona cada vez mais quando: 1. Noto que meus rolos sempre acabam em namoro. 2. Tô ouvindo Caetano Veloso e tô A M A N D O. 3. Cagando com o que pensam de mim mesmo sendo injusto. 4. Sinto necessidade de usar meias para dormir. 5. Não enxergo muita coisa. 4. Umas 4 garrafas de cervejam me deixam com uma ressaca deliciosa. 5. Recuso escutar música nova. 6. Não consigo emagrecer com tanta facilidade. Mas graças a Odin não me veio a vontade de casar.