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Aqui faz eco de tão vazio

   



 beleesss... okay, ando sumida. Geralmente venho aqui por dois motivos: 

  1. Estou fodidíssima da silva sauro;
  2. Estou me aventurando em algo que é totalmente "WHAT?!"
    BOM... estou aqui pelo motivo dois que possivelmente me leve ao motivo 01, mas de uma maneira nem tão fodida assim. 

    Sim, estou mudando novamente, mais uma vez, de novo, o meu caminho. Essas horas que a gente pode culpar o signo, né? Pois é. Geminiana, prazer. Tô me lançando em algo que daqui uns dois dias provavelmente estarei com as duas mãos na cabeça gritando: "Vinhado, o que eu fiz com a minha vida?" Então logo em seguida lembrarei de Sartre e o existencialismo e repetirei: "o homem é arquiteto do próprio caminho", "o homem está condenado à liberdade" e "arque com as consequências de suas escolhas". Neste exato momento eu fico imensamente grata de ter feito psicologia e me consolo com as linhas existencial-fenomenológica e cognitivo-comportamental (lembrando a vc, discente de psicologia, que não pode ser eclético, viu?! escolha uma abordagem de preferencia que não seja psicanálise).

    O que eu tô fazendo da minha vida? nesse exato momento: chorando. Mas daqui a pouco estarei chorando e indo morar em outro país e dando início a vida de uma insuportável mediciner. (Sim esse post é programado)

    De todas as vezes que tive que me despedir, essa é a que mais tá me dando trabalho. De longe, é a que mais dói e de perto, parece que tá longe. Antes eu ficava na minha bolha autística sem me importar muito. Hoje eu chorei copiosamente porque doeu a distância sem estar distante, dizer adeus querendo ficar e desistir de tudo. Dissolvi nos braços do meu namorado. QUE DOR DA GOTA! Nunca pensei que passaria por isso de novo. Nunca pensei que fosse dizer adeus querendo ficar. Mas tive que fazer. Se não tomasse essa atitude, possivelmente nunca faria medicina. Sempre quis ser médica. Tirando a vez que quis ser motorista do carro da coca-cola. Nunquinha me vi fazendo outra coisa que não fosse mexendo em cérebros, cortando pessoas. Tirando a vez que quis dirigir o caminhão da coca-cola, como já disse. 

   Ainda não acredito que amo e sou amada por tanta gente e que finalmente encontrei grupos aos quais me encaixo. A sensação de finalmente realizar o que quero é dolorida. Só que me sinto feliz ao mesmo tempo. Eu pertenço a lugares, eu sou moradia e faço morada em algumas pessoas. A todos os meus amigos, familiares, ao namorado, cumady e afilhada: meu sincero OBRIGADA pelo apoio e porto seguro. 

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