A volta dos Mortos vivos

by - segunda-feira, junho 18, 2012

  Sexta-feira mamai, eu e minha irmã estávamos nos arrumando para ir na apresentação do Jorge Aragão ( de graça, tal, jorge aragão curtimos, mas o show foi uma bela bosta). Meu celular toca e saio correndo que nem uma louca pra atender pensando que era o namorado, já que ele iria nos levar pro local do show, tarra avisando que estava na frente de casa. Pra minha surpresa, vi esse nome no identificador de chamada:

BABO.

  Fiquei sem reação. Meu pai, depois de 3 meses sem falar comigo, acertou ou errou sei lá o meu número sem ser no meu aniversário. Fiquei shokita, bélgica. Resolvi atender e era ele avisando que estava em Rio Branco e queria ver meus irmãos e eu. Queria marcar um almoço e a única coisa que fiz além de confirmar o almoço foi…

chorandinho

… mágoa sem fim. E por mais que eu lutasse pra manter esse lado mais latente, a outra parte adormecida de mim estava feliz. Depois de 21 anos e 9 dias ele fez algo por mim, pelo meu irmão e irmã. Ele veio passar 1 dia só com a gente. Mas né, nem tudo é perfeito.

  Nem tudo é perfeito porque eu aprendi muito no meu curso, aprendi a observar melhor e minuciosamente e vi que ainda continuava o mesmo. O velho desinteresse pelo filho mais novo, de saber o que realmente tinha, o que é síndrome de asperger, como seria a melhor maneira de cuidar dele, como o jp estava na escola,  o que os médicos disseram sobre o quadro dele… não foi dito uma palavra. Pensando melhor,talvez seja medo. Não perguntou por medo. O que o torna covarde mais uma vez. Por quê? Porque a minha mãe sempre enfrentou tudo sozinha e quando desconfiou o que tinha de diferente no meu irmão, foi em frente, em momento algum quis vendar os olhos.

  A outra decepção: Ele não se interessar em saber com quem eu estou namorando, por que daquela aliança estar presente na minha mão direita. E o que mais me entristeceu: que não aprendeu a ficar sozinho com os três filhos dele. Meu pai chamou o sobrinho da minha mãe pra ir almoçar e ir ao shopping com a  gente. O que cortou minhas asas. Eu tinha tanto o quê falar. Tinha tanto pra dizer o quanto me sinto frustrada com tudo o que ele fez, de como ele destruiu qualquer orgulho que tinha de ser uma parte dele e que agora era só vergonha. Estava disposta a falar que apesar da mágoa toda, por essa atitude ele estaria no caminho certo de construir uma nova história entre a gente, mas não… a presença de terceiros serviu como escudo porque o pai tem medo de escutar tudo isso.

  Ele percebeu, eu sei, pelos meus olhos, pelo meu comportamento que ainda tinha muita coisa quebrada. Ainda espero que venha novamente.  E quanto a esse primo, reafirmo o que já falei aqui uma vez, pessoas sem personalidade me assustam. Assustam-me porque se vendem fácil e que nunca vão chegar a um bom lugar ou viver bem. O que me enche de tristeza porque muitas pessoas as quais me afeiçoei são assim e é ruim ver como as coisas vão acabar e não poderei fazer nada.

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2 soltando o verbo

  1. Não crie expectativas, mate-as no nascimento e faça magia negra com os abortos, seja mais feliz assim.

    As vezes essas coisas emocionalmente desgastantes e complicadas me levam a crer que é melhor tu acreditar na lei de murphy e ter uma pedra de gelo no lugar do coração, pra depois ficar só com o ar de 'estava certo', além de ter motivos de sobra pra ser rude com os outros.

    Isso vai soar bem freudiano mas parece que o meu histórico com homens emocionalmente indisponíveis começa com meu pai, e vai ver que é por isso que eu... enfim, você entendeu (espero)

    Força, Sara! Força.

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  2. Masquinhos... <3 hahahahahahah Meu amor pra vc.

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Soltem o verbo...