Post de Natal

by - sexta-feira, dezembro 25, 2009


"Então é natal!!!! O que você fezzz??"
Então todo mundo canta junto unido a uma só voz: " TOME NO SEEEEU CUUUUU"

Simples assim! Bom, no twitter (você, analfabeto, leia: T-U-Í-T-E-RRR) todos já sabem o quanto eu detesto épocas natalinas. Deve ter gente se perguntado: POR QUÊ? As pessoas viram seres hipócritas e auxiliam velhos caquéticos, crianças buchudas e catarrentas, recebem um FODA-SE de sorriso aberto e sem comentar que o bicho da bondade absurda bate na porta desses certos alguéns.

O mundo enche daquele bordão: Ame seus inimigos. Pffz. Fiasco puro, né? O que adianta amar gente nada amigável durante um mês do ano? Qual é a graça de ficar sem implicar com alguém? Sério. Não entendo. Fora que eu não gosto de ganhar presentes. QUÉDIZÊ, fico sem jeito de recebê-los. Detesto clima natalino. A única coisa que eu gosto é a Ceia. Medish, aquele monte (tá, eu sei que essa palavra não existe) de comida só esperando você na mesa. Mas é só isso.

O que o Papai Noel é para mim? Além de um assaltante aproveitador de uma data comemorativa tão 'ispicial'? Um velho louco e esclerosado fugitivo de um abrigo de idosos qualquer. É doido porque usa aquela roupa vermelha com pêlos nas mangas e nas bordas da calça nesse calor absurdo que faz no Brasil. As renas? Sinceramente, né? Não passam de veadinhos domados a base de velho barreiro. Não esquecendo das botas que este ser esdrúxulo usa. Botas em pleno verão, Papai Noel?Bom velhinho? É o caralh* (se você é menor de idade, troque o asterisco porpshdjhis e se você é maior de idade, não precisa completar nada. Já sabe qual é a palavra, seu merda!) É LOUCURA TOTAL!

Lembro de uma ceia de natal na casa do meu avô, em que o prato principal era peru (2). Até aí tudo bem. Sim, porque eu nunca havia visto um peru de verdade. Fiz um belo prato com arroz, vatapá, farofa e duas coxas da desgraça do peru. Comi tudo. Fui para cozinha e lá a porta estava aberta. Dava direto para o quintal e lá eu vi uma ave imensa. Estupidamente barulhenta e feia. Adivinhem qual era a ave? Isso mesmo. Não digo o nome porque o texto vai ficar muito repetitivo. Pois é. Fui até a criatura. Quando eu vi que era uma galinha gigante me cago de medo de galinha. Pavor., começo a me apavorar e grito. Não é que a desgraça me perseguiu! O bicho esperneava e dizia: 'GLUUUUU GLUUUUGLUUUU..GLUUUU!' Isso era demais para uma criança como eu. Apavorei. Ele corria atrás de mim e eu parecia uma mangueira ambulante. Jorrava minha janta todinha para tudo que era canto. Corria e vomitava, corria vomitando, vomitava e corria. Minha mãe foi ver o que estava acontecendo e me viu deitada no chão toda melada de lama. Estava me camuflando para o troço tamanho família não me ver. Tomei um banho e me acalmei.

Festa boa. O refrigerante acaba e vejo em cima da mesa, uma garrafa de vinho e outra de uísque. Consegui tomar uma garrafa inteira de vinho. O meu estado? Eu não andava, me arrastava. Por vezes parecia uma pequena perereca. Grudava na parede e tentava não me despregar dela até chegar à sala. Ou então, parecia uma minhoquinha. Não desgrudava do chão. Em que lugar meus pais se encontravam que não viram tamanho absurdo? Na área da casa do meu nonno (avô) jogando conversa fora. Quando eu vi minha mãe, quis correr. Corri. Capotei seriamente da escadinha. Desde esse dia ela acredita que eu tenho sérios problemas mentais. Acho que foi por causa desses fatídicos acontecimentos que passei a detesta essa data festiva. Sim, por causa do peru de 3 metros e da garrafa de uísque que não consegui tomar.


Eu desejo de todo coração NOT , que vocês, meus leitores desse humilde blog de desgraças, que tenham um INFELISH NATAL!

Dica: Não confiem no Papai Noel! Ele mente muito!

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