Eu, Sara Valle, Drogada e prostituida...

by - sexta-feira, março 12, 2010



Estou bêbada. Essa foi a melhor maneira que encontrei de começar esse post. É a primeira vez que faço isso. Juro. Nunca fui de beber tanto. Mas desde essa grande mágoa que se misturou com outra, já não sou a mesma. Sério. Já falei no twitter: CANSEI DE MIM. Não adianta, porque nessa vida eu só me fodo. E pfftzz... não falo só de ilusões 'amorosas' não... falo de ilusões 'amistosas'. Eu já deveria ter um sistema acionado contra decepções, mas né, meu processo cognitivo para essas coisas é falho.

Estou bebendo há dois dias, mas lógico que ontem não me entreguei totalmente à ela, porque né, tinha auto hoje cedérrimo, tipo 8 da madrugada. Tava puta e dormi antes das 9 da noite. Tentei relaxar, mas quando você se sente usada, um lixo, um bagulho velho, fica meio impossível, né? Dormi como um bebê: A cada hora acordava e chorava. Acordei às 7 da madruga. 8 horas teria aula de estacionamento, baliza e afins. ALGUÉM ME DIZ COMO FAZ PRA BOCETA DO CARRO NÃO ESTANCAR NA PRIMEIRA MARCHA? Fora que não conseguia abrir meu olhos... tinha bolsas debaixo deles: uma Gucci e outra Prada. Olha, não sei o que é pior: Estar com essa dor bááásica de cotovelo ou não ter nada na conta bancária. Daí que eu estava planejando passar uma noite inteira regada a bebidas e uma pancada de séries (californication, dexter, supernatural, house, cold case...), mas como eu ia fazer isso sem um tostão furado no bolso? Minha sorte deu um giro de 360º e mudou. Minha irmã chegou serelepe e pimpona dando notícias animadoras: O cara ligou e disse que vai ficar contigo. MENTCHYRA! O PAI DEPOSITOU! Morri. Faleci. Corri para o supermercado.

Fui no caixa e a mocinha me encarou fixamente. Pensei que fosse por causa de minhas bolsas oculares que consegui ganhar a base de muito choro esforço. Mas não, né? Esqueci que sou uma pessoa pública desde que criei esse blog. Ela me olha insistentemente e eu pensando: Ela me quer! O que é que tá acontecendo, porra?

-EI! CÊ NÃO É A MENINA DO MUNDO PLAUSÍVEL?- disse ela no alto de sua insanidade.
-Oi?- minha super reação ao descobrir que sou famosa.
- Olha, não fica triste não. Você não merece! Você é uma pessoa fantástica, menina! Os homens são covardes assim mesmo. Coragem.
-Oi?

Pensei que quem lia essa bagaça era apenas meus amigos. Tudo bem, supero. Voltei pra casa e sofri mais um pouquinho. Fui para faculdade ainda com aquela carinha de bucho passado, mas não assustei ninguém por lá ainda.Voltei de carona. Uma baita chuva. Fiz o quê ao chegar em casa??? Dormi. Acordei e comecei a beber. Zeeente... não sei por que comprei duas garrafas. Dois corotes de tequila já fazem o serviço completo! No auge de minha bebitude liguei para meu Michael Phelps filho de uma puta tupiniquim. A porra do meu coração dava cavalo de pau só de ouvir a voz dele. Morro. Incrível que eu não falei tanta bobagem. Disse que precisava resolver as coisas entre a gente, não gosto de assunto mal resolvido. Juuuro que queria morrer. Só não pulei da sacada porque a bebida não deixou.

Muito magoada mesmo. Não é fácil ouvir o que eu ouvi depois de tudo que eu já passei em relação a isso. Nego dizer pra mim que eu só sou feliz quando estou me relacionando com alguém é dose. É um soco no fígado. A pessoa não tem noção que cheguei a usar antidepressivos por causa desses relacionamentos, que cada pessoa age de forma diferente para cada situação que aparece. Usei antidepressivos e talvez volte a depender deles novamente. Olha, porque segurar a barra que eu aguentei sozinha nãoé fácil. Adianta eu ser atenciosa, ser fodásticamente compreensiva e encarnar a bondade pro pessoal? Só tomo no cu, beijos pra mim. Não adianta. E diz que sabe como eu me sinto. PORRA, SABE MEU RABO O QUE EU PASSO! Um lixo humano, orgânico...daqueles que apodrecem rápido.

Eu quis terminar antes que isso acontecesse. Nego deixou? Não. Falei que nunca ele iria me escolher para ficar ao lado dele. Mas o troço me escuta? Não.Prefere inventar a mentira mais covarde...que tudo seria diferente. Lógico que eu não sou boba, não acreditei totalmente. Se eu não tivesse desacreditado, não estaria na merda como estou agora. E a parte que acreditou? Como faz? Mato? Enfio minha cabeça na privada e aperto a descarga trocentas mil vezes? A culpa tudo é de quem?? Adivinhem. MINHA. Somente. Fui burra, inocente não. Sou estúpida demais pra esse tipo de coisa. Ódia de mim. Mesmo. 

Tudo tem sua primeira vez. E hoje, é a primeira vez que bebo assim. Sozinha, com intenção de ficar bêbada,  de esquecer as coisas por um instante. A idiota aqui consegue? Não. Sou incapaz de fazer algo tão complexo assim. Olvidar é complicado. Olha, não é fácil.

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