Já falei o quanto odeio chuva?

by - sexta-feira, novembro 06, 2009



O trânsito nas calçadas estava gostoso assym. Dygno de Lúcifer.

Acho que não, né? Aqui no Acre, chegou o inverno amazônico e os níveis de chuvas aumentaram drasticamente. Pelo menos é isso que está ocorrendo durante esses últimos 3 dias. Se continuar assim, acho que as frotas de ônibus serão extingüidas(eu sei que caiu a trema... tô nem aí! O blog é meu e não vou deixar o 'u' desprotegido. Não com uma chuva dessas.) para dar espaço a locação de arcas.
Ontem nem choveu aqui. Foi dilúvio mesmo. Cheguei a ter uma leve sensação de morar em um brejo. Alagou tudo aqui na área de casa. Até aí tudo bem. Só que tinha que ficar com o rodo na mão por dois motivos:
a) Espantar baratas, sapos, pererecas, rãs, lagartos, centopéias, ratos, porcos, elefantes, cutia e dinossauros que apareciam dentro do meu apertamento. Minha sala parecia um laboratório de biologia. Dava para observar uma cadeia alimentar completa aqui.
b) Para 'empurrar' a água para fora de casa. Cena linda de se ver. Eu me sentia uma ribeirinha: O rodo fazia papel de remo e o sofá (o único que tenho), uma linda canoa.

Ao menos a temperatura estava agradável, quer dizer, com três camisetas no corpo e um moletom por cima, uma legging e uma meia, não tinha como não ficar. Fui dormir cedo, cerca de 12:45 am, depois que falei com o B1 por telefone (e viva o plano infinity da TIM). Gosto do barulho de água caindo, é relaxante e me faz adormecer mais rápido. O problema é: DORMIR SÓ AO SOM DA CHUVA É UMA COISA, AGORA, AO SOM DE UM DILÚVIO E COM DOIS GORILAS SE ACASALANDO NA ARCA DE NOÉ AO LADO DO MEU QUARTO, É OUTRA! Ok. Superei e coloquei meu celular para despertar 6:00 da madruga. Despertou. Joguei-o uns 50 m de distância da minha cama. Só levantei pelos seguintes motivos:

1) Meu celular tem aquela priquita de função 'SONECA' e insistia em me acordar a cada 5 minutos. Minha dignidadchy pulou da árvore da feiúra(não tem acento, mas e daí?? eu faço as regras aqui. MORRAM!), bateu em todos os galhos e me deu um soco.
2) Água vazou por uma brecha da janela e adivinhem? Cara, não queria falar palavrão nesse texto, mas estou sendo obrigada pelo digníssimo Senhor Jesus Christo. PUTA QUE PARIU! Molhou meu cobertor quase que por completo e de brinde minha cama. Sei bem o que vocês estão pensando, minhas mentes pervas, que eu tinha xixado o colchão. Não era xixi. Fiz o teste. Passei a mão na água e cheirei. Não cheirava a nada. Passe a mão lá embaixo e tava tudo seco. Exceto o lado direito da minha calça. Mijo não era. Não tenho essa capacidade de molhar só metade do meu corpo com uma urinada. É complicado xixar a metade do xixi (oi?).
3) Tinha que comprar a bendita webcam que o B1 me pediu. Só adiantando: ele está me devendo agora, uma sapatilha, um guarda-chuva novinho e uma lavagem na minha calça jeans. Não vou aceitar cheques sem fundos dessa vez, tsá queridinho?

Levantei e corri para a padaria que tinha um caixa eletrônico. Tirei dinheiro do ônibus e tomei meu primeiro café-da-manhã depois de 8 dias sem comer direito. Terminei de me deliciar e quando olho para fora,.... CHUVA! Gente do céu. O desespero tomou conta de mim. Não foi por conta do cabelo, dos sapatos e da roupa, e sim, porque teria que usar o guarda-chuva. Usá-lo é humilhante para minha pessoa. Parti para luta. Quando entrei no coletivo, a tempestade virou sereno. Fiquei calma. Foi só eu sair da carroça que desceu água o suficiente para acabar com a seca nordestina. Nem preciso dizer o quanto estava amando a situação, não é?
Desci em busca de uma loja de informática, perguntei para umas duzentas mil pessoas onde teria uma no centro. Ou fui eu que não me expressei bem ou o povo era burro mesmo. Só me davam endereço dos cursos de informática próximo ao centro. Prefiro acreditar na segunda sugestão. Fui em tudo que foi loja e nada. Entrei em uma e achei... por uma bagatela de R$104,99. Minhas mãos tremiam, meus olhos quase derreteram e minhas pernas e braços não respondiam aos meus comandos. COMO ASSEEEM, BRASYL??? Dar cento e quatro em uma web?? Em que lugar fica a crise mundial?? Não comprei. Senti que estava sendo estuprada pelo bolso. Obrigadã. Andei mais uns trocentos mil quilômetros (lembrando: Debaixo de rios de água que caiam misteriosamente do céu) e nada. Minha sapatilha, parecia um navio acho que é porque calço 40, tinha tanta água que borbulhava. Minha calça tava molhada até a última prega, sentia meu protetor de calcinha navegar dentro de minha roupa íntima. Nem vou comentar do cabelo, ok? Era como se eu fosse a Abominável Mulher das Neves. Estava linda assim. Praticamente uma mulher das cavernas. DYVA.

E finalmente achei uma loja que vendia o diacho de uma cam barata. A atendente era nota 10. NOT. Acho que meu cabelo assustou a coitada. Ela só abriu um sorriso na hora que entreguei meu cartão para pagar a belezinha, que me custou uma vida. Vaca. O melhor de tudo é que além das ruas, as calçadas também estavam congestionadas de lindos (NOT) objetos voadores não identificados sobre a cabeça das pessoas. Guarda-chuva pode ser considerada uma arma. Juro. Nas mãos dos velinhos, é bom entregar a sua vida para Deus. Quase perdi meu olho esquerdo quando o idoso do meu lado tentou abrir um troço desses.

Já estava tão LOCKA da VEEDA que quando peguei a cam, corri. Corri para o terminal. Não aguentava mais esse inferno torrencial. Caí de bunda no chão. Não queiram imaginar tão patética cena. Não desejo os tipos de amigos que tenho para ninguém. Vou finalizar agora porque estou toda dolorida, com fortes dores bundiana e costais. O próximo que pedir algo para mim, olharei bem no fundo dos olhos dele e falarei: QUE OS OXIÚROS COMAM SUAS PREGAS. E esse foi mais um dia perdido de sono.

PS1: Mais tarde faço um UPDATE para mostrar o minha sapatilha toda corrompida. Preguiça de passar as fotos para o pc.

Fiquem com... AH! Deixa pra lá.

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Minha calça chupa-tudo


Minha sapatilha...toda aberta, melecada de barro por dentro e molhada... Nunca mais será a mesma.


Meu apertamento desmoronando... um rombão no forro. Pior do que minha conta bancária ultimamentchy.


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2 soltando o verbo

  1. Mais um dia de Murphy? (acho que se escreve assim)... Ri muito... esse é um dos melhores! =)

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  2. Acho que não, né? Murphy é mais generoso comigo às vezes. hahahahaha

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Soltem o verbo...