Puta da cara...falo mesmo!

by - sábado, novembro 28, 2009


Muito revoltada com as coisas que acontecem comigo. Como todos vocês sabem, eu estou trocentos anos sem alguém e não falo de namorado e sim ficante. Estou na seca, mas isso não significa que fico me jogando e toda se querendo para qualquer um, né? Comigo as coisas são diferentes. Porque aqui corre a boca miúda, que menina tem que ser casta e só dar para namorado...caso não, é chamada de puta. Eu exijo respeito, não é cena de cu doce, meus monstrinhos. Se eu quero, eu dou e se não quero, não dou. Simples assim. Porque acho uma palhaçada essa coisa de se fazer de difícil. Agora se digo NÃO, é porque é não mesmo. Nem force a barra.

Essa semana aconteceu um fato muito interessante. Saí com um amigo (vou chamá-lo de Eduardo) meu para irmos à casa dele. Chegando lá, encontro um amigo dele também. O nome era André. OK. Tudo bem. Papo vai, papo vem. Risadas, caretas. Enfim, estava tudo divertido e azul. Minha mãe resolve me ligar e como o ambiente era barulhento, resolvi ir para o quarto do Edu para falar com a véia. Quando termino a ligação e olho para o lado, o André estava lá! Parado. Passei por ele, mas o indigente me agarrou e trancou a porta. Nessa hora eu pensei:
-POOTA QUE PAREEEU, VÉIIIIO!! FODI-ME TODA!
O cara veio pra cima de mim com tudo. E eu com apenas 1,65m, pesando 47 kg, peso grilo do boxe. COMOFAS? O guri me apertava mais do que teta de vaca. Então o tosco me roubou um beijo. Noojo. Começou a passar as mãos por tudo que era canto do meu corpo (pensem em maldades... Sim. foi lá mesmo) e eu desesperada tentando tirar os tentáculos dele de cima de mim e também fazia um esforço tremendo para empurrá-lo. Tudo em vão. Minha voz não saía. Juroo. Abri a boca para gritar e nada! Não saía gente! As lágrimas desciam, como eu iria escapar disso? Um frio na espinha subiu, senti meu corpo congelar e meus pés e minhas mãos não respondiam aos meus comandos cerebrais. Foi aí que minha mente parou e pensou.

Resolvi retribuir aquele beijo asqueroso. Enquanto ele acreditava na farsa, dei uma joelhada potente entre as pernas dele. Lindo assim! Com muita dignidadchy e coragem. Nunca fui de briga. Era a primeira vez que estava fazendo aquilo. Só que o jeguerê veio esfomeado de novo. O que eu fiz? Enfiei meu punho com toda força de meu útero semi-estuprado, no focinho dele. Caramba...ele se contorceu. Saiu sangue pra tudo quanto foi lado. O imbecil deixou a chave na tranca e abri. Sai chorando e ensanguentada. O Eduardo viu. Perguntou desesperado o que eu tinha. Contei. O meu amigo foi puto no quarto e falou: "-CARALHO, SEU MERDA! JÁ FALEI QUE ELA NÃO É AS VAGABUNDAS QUE VOCÊ COSTUMA PEGAR! SE LEMBRA?" Então foi porrada! O Du deu dois socos nos olhos do rapaz, um no peito e outro no estômago. Confusão imensa.

O moleque pensa que ser homem é agir dessa forma? Sinto dizer, mas sou muito mais homem que ele. Qualé, neguim? Pensa que todas as mulheres são iguais? Que todas vão facinho, facinho e que não possuem opinião? Isso é triste. O que leva alguém a se comportar tão brutalmente? Esse acontecimento me marcou e não desejo que ninguém passe pelo mesmo. Eu simplesmente, me senti uma vagabunda. Feriu lá dentro. A vida continua, eu sei. Estou aqui de pé, disfarçando a tristeza, fingindo que nada aconteceu. Desculpem, tive que desabafar. Não aguentava mais guardar nada.

Nem tenho mais o que falar....


Até mais, povo!

You May Also Like

0 soltando o verbo

Soltem o verbo...